Passeávamos pela Baixa. Tínhamos acabado de almoçar no Celeiro e andávamos sem destino. Eu e tu. Só tu e eu. Sem destino. Tu disseste que querias ir para um sítio com sol para aproveitar a tarde agradável. Eu concordei. Mas disse para irmos primeiro ali ao quiosque e tu anuíste. E quando passávamos pela estação do Rossio reparámos nas esplanadas cheias de luz. E tu: quando voltarmos sentamo-nos ali. Eu: sim. No quiosque peguei n uma revista sobre Lisboa e sobre as suas esplanadas ensolaradas e os seus quiosques de revistas lustrosas. E voltámos.E na volta esquecemo-nos do que tínhamos dito. Esquecemo-nos da esplanada. Esquecemo-nos do que tínhamos dito. E perguntámo-nos para onde íamos apanhar Sol. E eu sugeri que fossemos para casa e nos sentássemos à varanda. E assim fizemos. E esquecemo-nos da esplanada na estação do Rossio. Hoje passei pela estação, sozinho, a caminho do trabalho, e quando os meus olhos encontraram a esplanada cheia de luz lembrei-me do que tínhamos dito naquele ...