Sinto agora que "morreste". Acho que durante este tempo todo, na minha cabeça, estavas "ligado às máquinas". Tinha esperança que um dia voltasses a viver. Mas percebo, agora, que não queres que isso aconteça. Com a tua resposta ao meu mail percebi que não. Que ainda estás zangado comigo por alguma razão. Que preferes guardar dentro de ti um qualquer espinho que continuas a macerar. Compreenderia quando dizes: "não faz sentido retomarmos a falar depois de tantos anos afastados" se pelo menos uma vez tivesses feito qualquer tentativa de me contactar ou de te reaproximares. Mas não o fizeste por isso essa razão é só uma desculpa esfarrapada para qualquer outra que preferes guardar para ti. Menos compreendo porque sei que lês estas palavras agora. Como tens lido todas que aqui escrevi ao longo de tantos anos. Por isso sinto que nunca te deixei. Que durante este tempo todo falei contigo. Quando tu precisavas de mim eu estava sempre aqui. Eu sempre ...