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When You Are Old by William Butler Yeats
When you are old and grey and full of sleep, And nodding by the fire, take down this book, And slowly read, and dream of the soft look Your eyes had once, and of their shadows deep; How many loved your moments of glad grace, And loved your beauty with love false or true, But one man loved the pilgrim soul in you, And loved the sorrows of your changing face; And bending down beside the glowing bars, Murmur, a little sadly, how Love fled And paced upon the mountains overhead And hid his face amid a crowd of stars.
W.B. Yeats: The Cloths of Heaven
Had I the heavens' embroidered cloths, Enwrought with golden and silver light, The blue and the dim and the dark cloths Of night and light and the half-light, I would spread the cloths under your feet: But I, being poor, have only my dreams; I have spread my dreams under your feet; Tread softly because you tread on my dreams.
As pessoas são como livros
Às vezes olhamos para uma capa e nem conseguimos pegar num livro. Outras vezes ficamos fascinados pelo exterior mas depois de o folhearmos colocamo-lo de lado rapidamente. Alguns livros lemos rapidamente e, uma vez pousados, não voltam ao nosso pensamento. Outros lemos e queremos esquecer rapidamente que o fizemos. Uns lemos devagar, com muitas pausas, e saboreamo-los com intensidade e prazer pois sabemos que tudo acabará na página 323. Alguns livros tornam-se referências e mantemo-los sempre próximos de nós. Consultamo-los com frequência e sentimos a falta deles quando não estão ao nosso alcance. E depois há aquele livro. Aquele livro que lemos uma e outra vez e que, a cada leitura, nos diz algo diferente. É um livro com hiperligações atualizadas constantemente. É um livro que contém pedaços das nossas vidas e com o qual nos identificamos. É um livro que nos deixa sonhar, é um livro que nos ajuda a percorrer a realidade. É um livro que nos dá calor. É um...
Eu sei quem tu és...
Eu sei quem tu és. Sei o monstro que encerras dentro de ti e que tens medo de mostrar. Por isso finges que ele não existe. O problema é que o monstro de alimenta de sombras. Cresce na escuridão. Vai crescer até não o conseguires conter mais e, nessa altura, vai fazer sentir a sua presença com uma intensidade igual à energia que tu dedicaste a escondê-lo e a sufocá-lo no mais íntimo de ti. Eu sei precisamente quem tu és. Sei o que te move. Sei de onde vens. E sei, e isto melhor que tu, até onde consegues ir. Quando olho para ti vejo-te inteiro. Não sei porquê. Mas vejo. Para mim és transparente. Vejo o teu amor e o teu ódio. Imiscuídos. Não os consegues separar e isso doí-te muito. Essa dor torna-te quem és e eu compreendo-te e aceito-te assim. Talvez não saibas mas dentro de mim tenho um monstro tal e qual o que guardas dentro e ti. Mas o meu monstro é alimentado com luz e não trevas. O meu desgraçado monstro está enfraquecido, controlado, debilitado por uma coisa chamad...