Shakespeare em Lisboa
HAMLET
De 13-09-2007 a 21-10-2007
Quarta a sábado às 21h30
Domingo às 17h00

A peça resulta de um sonho antigo comum do encenador João Mota e do actor Diogo Infante, agora director artístico do Teatro Maria Matos, em Lisboa. Surgida a oportunidade, Diogo Infante interpreta a personagem principal de um dos maiores clássicos de sempre. Em cena no Maria Matos até 21 de Outubro.
O cenário é simples, com um palco vazio e um espaço adaptado ao teatro isabelino, com vários elementos alusivos ao teatro (mesas com espelhos como existem nos camarins, por exemplo). Tudo propositado, ou não fosse esta uma adaptação do clássico que fala do mistério do Homem e das máscaras e personagens que cada pessoa veste... e que acaba depois por ter de despir. A trama essencial mantém-se: o príncipe Hamlet decide vingar a morte do pai, assassinado pelo tio que, por sua vez, se casa com a sua mãe e fica com o trono como herança. Diogo Infante é o protagonista. Um papel que há muito ambicionava e que, revela, "está a ser muito violento". "O Hamlet obriga-me a escarafunchar nisso tudo e a ser maior actor do que sou", confessa o director artístico do Teatro Maria Matos, que adianta nunca ter tido em mãos "uma personagem que tivesse sido tão rica". As mortes sucedem-se na peça. Cada personagem representa e acaba por revelar um interior que acaba por ser, também, um palco onde cada um se confronta com as suas dúvidas e tenta representar para si mesmo. O espectáculo é uma co-produção com a Comuna, marcando os 50 anos de carreira de João Mota e os 35 anos do grupo.
Sofia Frazoa (PUBLICO.PT)
TANTO AMOR DESPERDIÇADO
Teatro D. Maria II - Sala Garrett
20 de Set a 28 de Out 2007
3ª a SÁB. 21h30 DOM. 16h00
20 de Set a 28 de Out 2007
3ª a SÁB. 21h30 DOM. 16h00

Nesta comédia, onde se encontram os mais belos pensamentos sobre a ciência do amor e onde Shakespeare desenvolve com prazer e extremo virtuosismo jogos de linguagem, sucedem-se encontros entre jovens de países diferentes. Pareceu, portanto, muito pertinente aprofundar esse aspecto, já presente na peça e sem mudar em nada o texto, propondo um espectáculo bilingue. Um trabalho sobre as relações e as línguas, em suma, um espectáculo europeu.
O Rei de Navarra acompanhado por três jovens príncipes faz o juramento de se dedicar exclusivamente ao estudo durante três anos: pouco sono, pouca comida e nenhum contacto com o sexo feminino é o contrato que os une. A Princesa de França, acompanhada por jovens damas da sua Corte, vem negociar em nome do seu pai, Rei de França, o domínio da Aquitânia, perturbando para sempre este cenário. Os quatro homens apaixonam-se secretamente pelas quatro mulheres mas são obrigados a esconder os seus sentimentos uns dos outros – para não falhar ao juramento combinado.Depois de um encontro onde homens e mulheres se disfarçam, desenham-se os vários pares amorosos mas, no meio da festa, anuncia-se a morte do Rei de França. A Princesa terá de regressar ao seu país e as damas impõem aos seus apaixonados um ano de afastamento, como nova prova de amor.Terá sido desperdiçado todo aquele amor?
O encenador Emmanuel Demarcy-Mota recebeu o Prémio Revelação Teatral da crítica francesa e é director de um Centro Dramático Nacional. Em La Comédie de Reims, criou um centro de investigação com actores e autores europeus.
Comentários