VerdErótica # 1 - Ousado desejo

O comyxtura vai encetar uma etiqueta chamada VerdErótica onde contamos algumas histórias de componente erótica (só para adultos!).


Ousado desejo




Numa noite fria de Janeiro estava em casa sozinho quando senti a tesão, a vontade de foder, ou ser desejado por alguém mesmo que num efémero momento.

Peguei no telemóvel e tudo começou com uma SMS (quer dizer, para aí umas 10 SMS!!!) para o chat da TV. Entretanto comecei a receber algumas respostas de gente de longe que não me interessava. Até que houve um que me ligou... não enviou sms, ligou logo. Disse-me que era de perto, mas não me disse que era recluso, apenas me deu a entender que tinha algum cargo na prisão... pensei que fosse guarda prisional. Marcámos encontro 45 minutos após a nossa conversa ao telemóvel, às 19:45.



A noite estava escura, húmida e fria quando estacionei ligeiramente a seguir à prisão... em frente a um café, usado quase exclusivamente por guardas prisionais. Esperei.

Chegou a hora combinada... foi pontual... ligou a essa hora.
Ao telefone não se descreveu, mas a voz valeu por qualquer descrição, grossa, masculina e possante. Disse-me para sair do carro e caminhar ao longo da estrada nacional até ao último candeeiro público. Receoso mas cheio de tesão fui, mas sempre com a mente a alertar-me para o grande risco que corria. Quando cheguei ao sítio que me tinha indicado, vi que à beira da estrada estava uma casa abandonada e inacabada, quando de repente sai do meio do escuro um homem, dirigindo-se a mim num andar quase de corrida e disse: “Anda atrás de mim, porque alguém pode ver-nos." Entramos numa mata, num carreiro que não via, a ausência de luz era total.



Restava-me o bom senso de um desconhecido para outro. No percurso de 10 minutos, aproximadamente, fiquei a saber a pessoa que tinha ao meu lado, descreveu-se sumariamente, também não queria mais. Queria só chegar, acontecer e sair. Andei... e o caminho não acabava, parece que já lá estou, mas ainda não cheguei. Tudo aquilo que para mim é dado adquirido, sumiu-se de repente, senti-me o homem das cavernas, sem luz, mas o desejo era mais forte, e o que tivesse que ser, que fosse!!!

Chegámos. Dois cães ladraram mas ele falou-lhes e eles calaram-se. Reconheceram-no. Sem dúvida que ele era dali, suspirei de alívio (sem que nada se ouvisse) por ter chegado. O quarto, que só era quarto porque tinha uma cama, uma cadeira e uma televisão pequena de 37 cm, com má definição. Antes de começar já queria sair... partir, entrar no carro e contar esta peripécia a alguém, tal como um puto quando tem um brinquedo novo.

Depois… bom, depois... ele despiu-se, e eu também, automaticamente, sem ciência nem glamour, sem romantismo algum. Baixei-me e mamei-o. Ele perguntou-me se queria levar no cú. Acenei que sim, saquei do preservativo, e com uma dificuldade dos diabos lá o consegui colocar. A verga dele era grande, e tinha algumas tatuagens que me excitaram muito, tatuagens brejeiras, tipo "Amor de Mãe". O bigode e o cabelo que começava a ficar grisalho, deixaram-me louco. Só queria vir-me... e nem me preocupava se ele estava ou não a ter prazer.


Sabia que não aguentava, porém, quis levar, e a meio (porque dificilmente entraria todo), vim-me, viemo-nos. Fui à casa de banho, precária, feia, suja, escura, lavei a boca, vesti-me e sem palavras saímos. Antes do meio do caminho, disse-me: "Não contes a ninguém, não quero ter problemas". Respondi-lhe: "Não precisas dizer... também não os quero" e deixou-me a meio do caminho.

Fiz o resto sozinho, pela mata. Com medo, corri, abri o telemóvel sedento por luz e cheguei à estrada. Os carros passavam, baixavam os máximos (civilizados!!!). Andei a passos largos, evitava correr... porém, acho que corri um bocadinho, talvez com receio que o perigo ainda não tivesse passado que ele viesse atrás de mim e me desse um tiro como o fez há 10 anos a um tipo em frente à tasca da aldeia. Tive medo, comecei a correr, cheguei ao carro, entrei, fechei e tranquei a porta. Liguei o carro, a ideia que ele ainda pudesse vir, e atacasse o carro, os vidros e me pudesse atingir, fez-me sair dali disparado. Senti-me seguro quando ia na estrada e olhava para a berma. Não liguei os máximos, os médios foram suficientes.

Cheguei a casa feliz, senti-me feliz, acho que até ri para mim ou de mim. Coloquei a roupa na máquina e os ténis num alguidar, estavam sujos de lama. Por fim tomei banho e fui dormir a sentir-me um herói, contente, de certo modo, amado, se isso implica ser desejado.

FIM

Comentários

João Roque disse…
Porra!
Para começar, uma história de sexo e suspense, que nos faz querer passar ràpidamente, linha abaixo, para saber o que vai acontecendo...
Esperamos mais, a estreia promete...
Abraço.
Aequillibrium disse…
Adorei os carros civilizados... LOL

;)

Boa história!
ψ Psimento ψ disse…
Boa historia!
De facto os carros civilizados foram engraçados XD
F disse…
Obrigado. Ainda bem que gostaram. Iremos pôr pelo menos uma história por mês, ou talvez mais. Se tiverem sugestões ou alguma história para partilhar, escrevam-nos para: comyxtura.blogspot@gmail.com
Voyager disse…
Tens jeito para a coisa!! =)
TheTalesMaker disse…
História interessante, mas eu acho que nao seria capaz.
paulo disse…
Adorei a história. Excelente. Acho que não seria capaz de tão grande imaginação, embora goste do estilo desabrido, sem papas na língua, como deve ser ;)

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