Estou triste...

...por viver num mundo onde estas coisas ainda acontecem.
Um abraço para ti Graduated e um obrigado pelo post.

Comentários

Anónimo disse…
Eu também. Mas faço sempre o possível por dar a volta às coisas. Este ano, numa das turmas de dia tenho um rapazinho de 16 anos que é assumido e nunca o escondeu. Veio "fugido" de outra escola do Grande Porto onde os colegas lhe batiam e o mandaram frequentemente para o hospital. A nossa grnade "batalha" foi fazer com que fosse aceite pelos colegas de turma. Acho que fizemos um bom serviço: hoje em dia é bem giro ver os machões de uma turma de CEF a proteger o rapaz das bocas foleiras que surgem na escola e as raparigas (sempre as meninas!...) a ampararem e a integrarem-no nas suas conversas (que ele tanto gosta). Imagina que chegam ao cúmulo de o impedirem de marcar encontros pela net ou tlm com gente mais velha! E quando suspeitam, seguem-no e desencorajam-no. Os pais já o aceitam perfeitamente e a comunidade escolar não evidencia preconceitos (o que é um milagre!).

Em relação aos adultos das turmas da noite, já "apanhei" vários, assumidos ou não e a questão aqui já não é de os integrar... é de os refrear, rsrsrsrsr. Trabalho é trabalho, conhaque é conhaque.

Desculpa lá a extensão. Mas já agora, olha, veio a toque de caixa! :)
João Roque disse…
Já deixei a minha indignação no blog do Zé.
Abraços.
Graduated Fool disse…
Pois, imagina como me deixou a mim que vi o olhar e o medo daquele miúdo.
Mas eu ajudo-o no que puder, oh se ajudo. Tem de ser, não posso admitir tais coisas.
Sinceramente, acho que se todos os alunos nas escolas assumissem a sua orientação sexual, as coisas mudavam. A maioria heterossexual teria de saber lidar com a situação. O problema é que um ou dois miúdos têm medo, acham mal, não têm força, escondem-se, etc...
Se fosse em bloco, a coisa era diferente.
Mas isso é algo impossível de acontecer.
E pensar que como este aluno, tantos e tantos andam por aí.
Frankenstaquio disse…
Catatau, obrigado pela tua história. É bom saber que há "finais felizes".
Fico menos triste por pensar que há mais professores como vocês por aí. E aos poucos "a coisa" vai mudando.
Abraços

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