A Minha Vida Em Gatos #04
Capítulo IV - Pantufa, o belo
Depois do desaparecimento do Pirilau e da morte do Tareco passaram-se alguns anos em que a minha casa ficou vazia de gatos. A minha atribulada adolescência foi-se aproximando do final. O tempo que tinha dedicado aos animais na infãncia foi sendo substituído pelo tempo que passava com o meu grupo de amigos. E depois ra tragédia piri-tarequiana ninguém lá em casa parecia interessado, ou disponível, para abrir o coração a um novo felino. Mas a Zuca (a gata da avó Josefa e mãe do Pirilau) não ia para nova e naquela que seria a sua última ninhada apareceu um gatinho que não me deixou indiferente. O irmão mais novo do Pirilau era lindo. Branco com o rabo amarelo e uma mancha amarela sobre um dos olhos que era verde. O outro olho era azul. O Pantura era dócil e meigo. Tal como o Pirilau tinha o espírito leal de um cachorro: o que seria o seu fim. Infelizmente eu já não tinha a vida de criança que me permitiu passar horas com o Pirilau. O 'Tufa começou a seguir a minha mãe para todo o lado. Era ainda muio jovem, talvez tivesse cerca de seis meses quando atravessou a estrada a correr para se juntar à minha mãe que estava do outro lado, o lado onde nunca chegaria. A minha mãe assistiu, aterrorizada à sua morte, devido ao excesso de velocidade de um automobilista que ao dobrar a esquina lhe acertou. O Pantufa ficou esticado no chão, sem vida. E com ele acabou a dinastia da Zuca.
Passaram-se mais uns anos, e foi já no fim da minha adolescência que decidimos adoptar "Musti, o amistoso" e que seria o último gato que teriamos em minha casa. O último gato antes de a minha vida mudar completamente com a minha saida de casa dos meus pais.
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Abraço.