Return to Mano-rexia: scheduled to nevermore
Parte III - Daddy shakes
A culpa que carrego dentro de mim. É como se outra pessoa tivesse tomado conta do meu corpo. Ou talvez o meu corpo, revoltado tivesse tomado conta da minha mente. E pela primeira vez me tivesse dado controlo sobre tudo: o meu destino, a minha vida, e essencialmente, o meu corpo. Pela primeira vez eu tinha controlo sobre o meu corpo. O. Meu. Corpo. Foi por pouco tempo.
Felizmente havia gente atenta. Foi como um cano que entupiu, entupiu e quando estava cheio de mais, rebentou. Aquele controlo excessivo que me tornava tão poderoso era agora um cano roto que vertia água por todos os lados. A razão era um pai incrédulo que me segurava por um braço e me abanava com força. Era uma mãe aturdida que se perguntava onde tinha falhado.
Tive que voltar de lá. Senão por mim, por eles.E foi nesse regresso que percebi o quão profundo tinha mergulhado. Libertei-me porque te fiz uma promessa: deixa-me ir. Deixa-me ir que eu prometo que um dia volto. Vamos voltar a ser um. Agora vou viver uma vida normal. Tem que ser. Mas eu sei o quão poderoso tu me tornas. Contigo tenho o controlo. Contigo vou mais longe. Consigo tudo. Deixa-me ir. Prometo-te que um dia volto. E vamos ser para sempre um.
A verdade é que acreditaste na minha promessa. E que, lentamente, o nevoeiro se dissipou, e me voltei, muito lentamente, a encontrar comigo. Foi difícil deixar de ser super-todo-poderoso. Mas consegui. Hoje estou aqui.
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