Raise the dead
Há muito, muito, tempo atrás havia um rapaz chamado M que pertencia a este blogue e era meu namorado. Depois, depois... all hell broke loose. E, muito por minha culpa, nunca mais nos falámos. Bom, não foi muito por minha culpa...
Foi TOTALMENTE por minha culpa. A verdade é que não o queria ver à frente. Nem ter como amigo nem imaginar que ele pudesse estar vivo. Porque se assim fosse não tinha conseguido reencontrar-me e àquilo que é importante para mim. E recomeçar a minha vida como tive que fazer. A verdade é que na altura havia muita mágoa. E fiz o que tive que fazer para encontrar o meu rumo. Mas de vez em quando lembro-me dele, como tenho a certeza que se lembrará de mim.
Hoje olho para aqueles tempos pós separação e tenho muito orgulho do que consegui fazer. Olho para mim naquela altura e quero-me dar beijinhos e dizer que tudo vai ficar bem. Que vou encontrar um equilíbrio muito maior do que aquele que tinha naquela altura. Que vou ser mais confiante, mais feliz, mais experiente e mais completo. Porque foi tudo isso que aconteceu. Deixei de choramingar a olhar para o meu umbigo e percebi que havia um mundo à minha volta. E agarrei-o pelos tomates.
Esta semana, não sei se porque uma das tarefas que tenho é escrever a minha vida sob a forma de conto de fadas, se porque hoje estou greve-ido... Adicionei o M no FB e "amandei-lhe" um "amelio". Sinceramente não o censuro se me ignorar mas acho que o contactei porque precisei que ele soubesse que está tudo bem. Que não guardo rancores. Que tudo passou. E que, felizmente, guardei só o que é bom de guardar.
Comentários
Speedy, parece-me que há duas opções:
- ele não me responde porque eu lhe sou indiferente (não me parece);
- ele não me responde porque quer que eu pense que lhe sou indiferente (muito provável).
Abc
Acho que fizeste bem em contactá-lo e pelo que sei da vida, ele vai-te responder: fica SEMPRE qualquer coisa...