Play dó
Corpo de plasticina
onde se encerra a minha sina
mata o meu desejo
e encarcera a minh'alma.
Corpo de plasticina
que se altera,
que se deleita
com tanta desfeita.
Corpo que se altera,
porque a lei da mente impera
impõe e dita!
Mente desperta e nem sempre certa.
Corpo que incha e emagrece
corpo que sofre
e da realidade se entristece
o prazer de longe reconhece.
Este corpo que emagrece
este corpo que se desfaz
nesta mente que é um às
e que de tudo é capaz
Comentários
Eu também gosto muito de plasticina, mas há anos que não tenho "brincado" com ela.
By the way, I "Play dó, ré, mi, fá, sol, lá, si...lol (não, esta última não é nenhuma nota).
Abraços
E no entanto que fantasias não podemos realizar com ela...
Tocas bem no assunto com o belo poema.
Abraço.