Play dó

Corpo de plasticina

onde se encerra a minha sina


mata o meu desejo


e encarcera a minh'alma.




Corpo de plasticina


que se altera,


que se deleita


com tanta desfeita.




Corpo que se altera,


porque a lei da mente impera


impõe e dita!


Mente desperta e nem sempre certa.




Corpo que incha e emagrece


corpo que sofre


e da realidade se entristece


o prazer de longe reconhece.




Este corpo que emagrece


este corpo que se desfaz


nesta mente que é um às


e que de tudo é capaz

Comentários

TheTalesMaker disse…
O poema está muito giro.
Eu também gosto muito de plasticina, mas há anos que não tenho "brincado" com ela.
By the way, I "Play dó, ré, mi, fá, sol, lá, si...lol (não, esta última não é nenhuma nota).
Frankenstaquio disse…
A plasticina é algo que faz parte da minha vida. Não me consigo livrar dela. São os ossos do ofício.
Abraços
João Roque disse…
Há anos que não toco em plasticina...
E no entanto que fantasias não podemos realizar com ela...
Tocas bem no assunto com o belo poema.
Abraço.
Frankenstaquio disse…
A plasticina abre um mundo de possíbilidades...

Mensagens populares deste blogue

Mãe, achas que sou gay?